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Dedica-lhe os cânticos de fidelidade e louvor que
te nascem da gratidão, mas ouve os apelos dos que jazem detidos nas trevas,
suplicando-lhe liberdade e esperança.
Busca-lhe a presença, no culto da prece,
rogando-lhe apoio e consolação, no entanto, oferece-lhe mãos operosas no auxílio
aos que varam o escuro labirinto da agonia moral, para os quais essa ou aquela
ninharia de tuas facilidades constitui novo estímulo à paciência.
Através de numerosas reencarnações, temos sido
cristãos sem Cristo.
Conquistadores, não nos pejávamos de implorar-lhe
patrocínio aos excessos do furto.
Latifundiários cruéis, não nos envergonhávamos de
solicitar-lhe maior numero de escravos que nos atendessem ao despotismo, em
clamorosos sistemas de servidão.
Piratas, dobrávamos insensatamente os joelhos para
agradecer-lhe a presa fácil.
Guerreiros, impetrávamos dele, em absoluta
insanidade, nos inspirasse o melhor modo de oprimir.
Agora que a Doutrina Espírita no-lo revela por
mentor claro e direto da alma, ensinando-nos a responsabilidade de viver, é
imperioso saibamos dignificá-lo na própria consciência, acima de quaisquer demonstrações
exteriores, procurando refleti-lo em nós mesmos.
Entretanto, para que isso aconteça, é preciso,
antes de tudo, matricular o raciocínio na escola da caridade, que será sempre a
mestra sublime do coração.
Emmanuel
(espírito)
Fonte:
Livro da Esperança - Edição CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba, MG.
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