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Sabes ouvi-las com paciência, abstendo-te de
impelir os irmãos do caminho às teias da sombra, trabalhando sinceramente por
desfazê-las.
Caluniaram-te abertamente, incendiando-te a vida.
Toleras serenamente todos os golpes, sem
animosidade ou revide e, respondendo com mais ampla abnegação, no exercício das
boas obras, dissipas a conceituação infeliz dos teus detratores.
Descobriste a existência de companheiros iludidos
ou obsidiados que se fazem motivos de perturbação ou de escândalo, no plantio do
bem ou na seara da luz.
Decerto, não lhes aplaudes a inconsciência, mas não
lhes agravas o desequilíbrio, através do sarcasmo, e oras por eles,
amparando-lhes o reajuste, pelo pensamento renovador.
Se assim procedes, classificas-te, em verdade,
entre os pacificadores abençoados pelo Divino Mestre, compreendendo, afinal, que
a criatura humana, isoladamente, não consegue garantir a paz do mundo, no
entanto, cada um de nós pode e deve manter a paz dentro de si.
Emmanuel
(espírito)
Fonte:
Livro da Esperança - Edição CEC - Comunhão Espírita Cristã - Uberaba, MG.
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