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Meio-Bem
Francisco Cândido Xavier
"E porque estreita é a porta, e apertado o
caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem.” - Jesus - Mateus, 7: 14.
“Amados irmãos: aproveitai dessas lições; é
difícil o praticá-las, porém, a alma colhe delas imenso bem. Crede-me, fazei o
sublime esforço que vos peço: “Amai-vos” e vereis a Terra em breve
transformada em paraíso, onde as almas dos justos virão repousar”. - “0
Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XI, 9.
Freqüentemente, somos defrontados por aqueles que
admiram o amor aos semelhantes e que, sem coragem para cortar as raízes do apego
a si próprios, se afeiçoam às atividades do meio-bem, continuando envolvidos no
movimento do mal.
Emprestam valioso concurso a quem administra, mas
requisitam favores e privilégios, suscitando dificuldades.
Financiam tarefas beneficentes, distendendo reais
benefícios, no entanto, cobram tributos de gratidão, multiplicando problemas.
Entram em lares sofredores, fazendo-se necessários
pelo carinho que demonstram, mas solicitam concessões que ferem, quais rijos
golpes.
Oferecem cooperação preciosa, em socorrendo as
aflições alheias, no entanto, exigem atenções especiais, criando
constrangimentos.
Alimentam necessitados e põem-lhes cargas nos
ombros.
Acolhem crianças menos felizes, reservando-lhes o
jugo da servidão no abrigo familiar.
Elogiam companheiros para que esses mesmos
companheiros lhes erijam um trono.
Protegem amigos diligenciando convertê-los em
joguetes e escravos. |