Auxiliar

Francisco Cândido Xavier

 

“Eis que o semeador saiu a semear...” - Jesus - Mateus, 13: 3.

“A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior.” - “0 Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XVII, 10.

Auxiliar, amparar, consolar, instruir!...

Para isso, não aguardes o favor das circunstâncias.

Jesus foi claro no ensinamento.

O semeador da parábola não esperou chamado algum.

Largou simplesmente as conveniências de si mesmo e saiu para ajudar.

O Mestre não se reporta à leiras adubadas ou a talhões escolhidos. Não menciona temperaturas ou climas. Não diz se o cultivador era proprietário ou rendeiro, se moço no impulso ou amadurecido na experiência, se detinha saúde ou se carregava o ônus da enfermidade.

Destaca somente que ele partiu a semear.

Por outro lado, Jesus não informa se o homem do campo recebeu qualquer recomendação acerca de pântanos ou desertos, pedreiras ou espinheirais que devesse evitar. Esclarece que o tarefeiro plantou sempre e que a penúria ou o insucesso do serviço foi problema do solo beneficiado e não dos braços que se propunham a enriquecê-lo.

Saibamos, assim, esquecer-nos para servir.

Não importa venhamos a esbarrar com respostas deficientes da gleba do espírito, às vezes desfigurada ou prejudicada pela urze da incompreensão ou pelo cascalho da ignorância.