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Auxílio e Nós
Francisco Cândido Xavier
“... Pedi e recebereis...” - Jesus - João, 16:
24.
“Cumpre não confundir a fé com a presunção. A
verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais
confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da
vontade divina, nada pode sem Deus.” - “0 Evangelho Segundo o Espiritismo”,
Cap. XIX, 4.
Sonhamos felicidade e queremos auxílio.
A Sabedoria do Universo, porém, colocou a vontade
em nosso foro íntimo, à guisa de juiz supremo, a fim de que a vontade, em última
instância, decida todas as questões que se nos referem à construção do destino.
Anelamos tranqüilidade, alentamos nobres
aspirações, aguardamos a concretização dos próprios desejos, traçamos votos de
melhoria...
E, a cada passo, surpreendemos o concurso indireto
das circunstâncias a nos estenderem, de mil modos, o apoio certo da Providência
Divina.
A assimilação, porém, de qualquer auxílio surge
condicionada às nossas resoluções.
Escolas preparam.
Afeições protegem.
Simpatias defendem.
Favores escoram.
Conselhos avisam.
Dores advertem.
Dificuldades ensinam.
Obstáculos adestram. |
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