Médiuns de Toda Parte

Francisco Cândido Xavier

 

“Assim como tu me enviaste ao mando, também eu os enviei ao mundo.” Jesus - João, 17: 18.

“A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que em realidade, nada de bom produzem...” - “0 Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. XIX, 9.

“Os médiuns são intérpretes dos espíritos. Representam para eles os órgãos materiais que lhes transmitem as instruções.

Daí serem dotados de faculdades para esse efeito.

Nos tempos modernos de renovação social, cabe-lhes missão especialíssima: são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos.

Multiplicam-se em número para que haja alimento farto.

Existem, por toda parte, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que, em nenhum ponto faltem, para que todos os homens se reconheçam chamados à verdade.

Se, porém, desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida; se a empregam em cousas fúteis ou prejudiciais; se a colocam em serviço dos interesses mundanos; se, ao invés de frutos sazonados dão maus frutos; se se recusam a utilizá-la em, benefício dos outros; ou se nenhum proveito tiram dela, no sentido de se aperfeiçoarem, são comparáveis à figueira estéril.”

Estas considerações tão ricas de oportunidade, à frente da extensão constante das tarefas espíritas na atualidade, não são nossas. São conceitos textuais de Allan Kardec, no item 10, do capítulo XIX de “0 Evangelho, Segundo o Espiritismo”, escritos há quase um século.

Os médiuns são legiões.