É Um Autêntico Cristão o Espírita

José Reis Chaves

 

Divide-se o Cristianismo, hoje, em mais de 200 igrejas. E cada uma se julga a mais salvadora, quando não se julga a única salvadora, pretensão essa que nada mais é do que fruto do orgulho e do ego de seus adeptos, quando não de um jogo de interesses. Um pensador moderno disse: “Se Jesus vier ao mundo hoje, Ele dirá aos cristãos: cristãos, eu não sou cristão!”

Vemos o Espiritismo no Velho Testamento. Mas ele só se tornou uma doutrina oficial em meados do Século 19, com o seu Codificador Alan Kardec, o pioneiro do estudo racional da Bíblia. O Kardecismo compõe-se de instruções de espíritos, sim, mas que são iguais às do Mestre de Nazaré, que afirmou que se conheceriam os seus discípulos pelo que eles fizessem.

Ora, o espírita vem se mostrando como sendo um protótipo do verdadeiro cristão. Por isso ele vem incomodando, e muito, os outros cristãos, que, muitas vezes, ficam mais presos a rituais ou cultos, que, sem a caridade, não valem nada, ensinam os apóstolos Paulo e Tiago. E São João enfatiza: “Quem diz que ama a Deus, e não ama ao seu semelhante, é mentiroso.”

Ademais, há líderes cristãos que, com receio de seus fiéis tornarem-se também freqüentadores do Espiritismo, como já o fazem cerca de 50 % dos católicos, discriminam os espíritas, e dizem coisas em que eles mesmos não acreditam, ou seja, que os espíritas não são cristãos, porque não aceitam Jesus como sendo o seu salvador.

Mas quem aceita mais o Mestre, aqueles que fazem o que Ele manda, ou quem fica praticando rituais e exaltando dogmas, que não ajudam os fiéis a crescerem em nada na vivência do Evangelho? O Nazareno ensinou:

“Se alguém estiver no altar fazendo oferendas, e se lembrar de que não está bem com uma pessoa, deve interromper as suas oferendas, e ir primeiro reconciliar-se com ela, só depois disso, então, volte ao altar para continuá-las!”

Isso nos mostra que o amor ao próximo é mais importante que oferendas a Deus.