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Deus Não
Perdoa
José Reis Chaves
A frase
“Deus não perdoa” parece estranha, à primeira vista. Mas, como veremos, de fato
Deus não perdoa, pois só perdoa quem é ofendido. E ninguém consegue ofender a
Deus, pois Ele é um ser infinito, e que, por isso mesmo, jamais poderia ser
atingido ou molestado por nós, seres finitos, limitados. Se pudéssemos ser
capazes de prejudicarmos Deus, não seria Ele Deus.
Com efeito,
só um outro ser infinito - outro Deus - poderia ofender a Deus. E, ao admitirmos
essa hipótese, estaríamos enveredando-nos pelo caminho do Politeísmo, ou seja, o
da doutrina que aceita mais de um Deus.
Destarte,
podemos afirmar que o chamado pecado, de que falam as religiões, está para as
Leis de Deus, assim como o crime está para as Leis dos Homens. Note-se que nem
Deus nem a autoridade civil sofrem, pois, quando cometemos um pecado, estamos
praticando uma ação que infringe as Leis de Deus, do mesmo modo que infringimos
as leis humanas, quando praticamos um crime.
Entretanto,
em ambos os casos - pecados e crimes - sempre quem sofre as conseqüências deles,
direta ou indiretamente, são as suas vítimas, que são, também, inclusive, os
próprios autores desses atos, pois um infrator das Leis - quer sejam elas
divinas ou humanas - está sujeito a problemas e a penas.
Realmente,
o responsável por um pecado ou crime sempre sofrerá, também, as conseqüências
dos seus atos, podendo ser ele, inclusive, o único prejudicado diretamente, como
no caso de suicídio ou tentativa de suicídio.
E
continuemos as nossas elucubrações sobre esta matéria: Deus não perdoa.
Alguém
poderia objetar dizendo que a Bíblia afirma o contrário disso. E é verdade.
Porém, não podemos interpretar tudo que ela diz, literalmente. São Paulo até nos
advertiu dizendo que a letra mata.
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