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Cristianismo e Espiritismo
José Reis Chaves
Duas
matérias da revista protestante Ultimato Nº 274, de janeiro-fevereiro de 2002,
motivaram-nos a escrever esta em defesa de verdades espíritas.
Às vezes, é
muito fácil redigirmos um texto em defesa de determinados princípios, mas não é
fácil convencermos os nossos leitores, quando nós mesmos estamos em dúvidas
quanto às verdades, das quais nos propusemos fazer uma apologia, ou então,
quando não conhecemos bem o outro lado da moeda, ou seja, a questão contra a
qual nos colocamos. E isso sempre aconteceu e acontece com quem se propõe a
condenar o Espiritismo, como, inclusive nós já tivemos oportunidade de passar
também por esse tipo de experiência.
É que o
Espiritismo possui verdades inquestionáveis. Não foi, pois, por acaso, que a
Igreja afirmou, logo após haver kardec publicado os seus primeiros livros, que o
Espiritismo deveria ser atacado com todas as armas – falsas e sujas, também? -
pois que ou a Igreja acabaria com ele, ou ele acabaria com ela.
Ledo engano
da Igreja, naquela época, pois, desde Kardec, nenhum espírita jamais pensou em
destruir a Igreja. Kardec chegou mesmo a afirmar que não se deveria levar a
Doutrina Espírita para os padres e outras pessoas que já eram sólidas em sua
crença em Deus e na existência dos espíritos, mas apenas para os materialistas o
Espiritismo deveria ser pregado.
E há uma
frase espírita muito conhecida: “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas,
o futuro de toda religião”. Isto porque todas as religiões têm alguma coisa a
ver com ele – crença em Deus, na imortalidade dos espíritos, no contato com
eles, na mediunidade, na reencarnação e na necessidade de seguirmos princípios
morais que aprimoram nosso relacionamento com Deus e nossos semelhantes -, o
qual, pois, dá as mãos a todas as religiões, e jamais se posicionando contra
nenhuma delas. E todas elas, mais hoje, mais amanhã, chegarão a descobrir os
seus fenômenos e as suas verdades.
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