A Universalidade da Reencarnação

José Reis Chaves

 

A palavra “rencarnacion”, em Francês, foi criada por Allan Kardec na segunda metade do Século XIX, e traduzida simultaneamente por sábios da época por “rencarnation”, em Inglês, e, para o Português, reencarnação, cujo significado etimológico em todas essas línguas é “ação de novo na carne”, isto é, retorno do espírito a um novo corpo.

Até então, usava-se geralmente o termo renascimento, entre quase todos os povos, para designar a idéia do que entendemos hoje por reencarnação.

Mas empregavam-se também outros vocábulos para expressar esse fenômeno da busca de um novo corpo por parte do espírito desencarnado. E entre esses vocábulos destacam-se transmigração, metempsicose, metensomatose e ressurreição.

A metempsicose, mais comum entre os Induístas, admite que o espírito possa voltar reencarnado em um ser biológico de outra espécie que não humana.

Já a ressurreição, palavra muito usada na Bíblia, era de sentido ambíguo para os Judeus, pois eles não sabiam direito se a ressurreição seria do espírito ou do corpo, embora prevalecesse mais o sentido da ressurreição do espírito, enquanto que o Cristianismo optou para a ressurreição do corpo, quando dele foi banida a reencarnação.

Assim foi que, no Credo Católico, introduziu-se a expressão “creio na ressurreição da carne”, ao invés de “creio na ressurreição do espírito”, consoante o ensinamento e exegese bíblicos racionais e não dogmáticos, pois da Bíblia, no seu Novo Testamento, consta claramente que a ressurreição é do espírito.

Exemplifiquemos o que estamos dizendo com uma frase de São Paulo: “Há dois corpos, um natural e outro espiritual, e ressuscita o corpo espiritual” (1 Coríntios 15: 44).

Assim, quem crê na reencarnação, não nega a ressurreição, como o afirmam, freqüentemente, alguns anti-reencarnacionistas.