A Harmonia do Universo

José Reis Chaves

 

Inspirei-me para esta coluna no interessante "Debate do Dia", em O TEMPO de 10-4-2003: "O equilíbrio sempre existiu na natureza?"

É uma idéia muito particular e subjetiva a de quem afirma que não há harmonia no cosmo e na natureza. E ter-se-ia um dos debatedores confundido macrocosmo com macrossomo? Ele tachou o Universo de macrossomo (monstruoso, por ser muito grande) e microssomo (monstruoso, por ser muito pequeno).

E há diferença, sim, entre as leis do microcosmo e macrocosmo, mas, quantitativa, e não qualitativa, pois as partes estão contidas no todo. Na natureza, às vezes, há destruição, como no papel de Xiva na Trindade Hindu, o qual destrói, sim, mas para uma reconstrução nova e melhor.

Xiva corresponde ao que é o (um) Espírito Santo cristão, que constrói o que é bom e santo. Cosmo é sinônimo de universo, e significa perfeição, harmonia, beleza. Daí, cosmético, o que embeleza, e que tem como antônimo caos, abismo, feio, como era tudo antes de Deus criar as primeiras coisas, segundo a Bíblia

Cientistas da Física Quântica, como Max Planck, Niels Bohr, Werner Heisenberg, afirmam que nós, ao observarmos um fenômeno, não somos só observadores, mas também, co-participantes dele, e que, com a nossa consciência, podemos influenciar todas as energias do universo.

Se assim é, não seria a nossa consciência responsável, também, pelas energias causadoras dos distúrbios e cataclismos naturais, já que ela é, igualmente, a responsável pelos nossos carmas ou Lei de Causa e Efeito?

Segundo os físicos quânticos, as coisas invisíveis são mais reais do que as visíveis, o que está de acordo com o ensino de São Paulo: "Não nos prendamos às coisas visíveis que são transitórias, mas às invisíveis que são eternas". E é ainda Paulo que ensina: "O visível vem a existir das coisas que não aparecem" (Hebreus 11,3).