Animais
e Espiritualidade
Marcel Benedeti
A maioria
das religiões prega o amor ao próximo, no entanto não se dá conta do mal
praticado ao serem tiradas as vidas de tantos seres para que tenhamos nossas
matérias-primas industriais. Milhões de animais, que sentem e têm interesse
pela vida, morrem para satisfazer ao nosso paladar, ao nosso conforto. O
homem, por meio desse gesto, demonstra seu inconsciente desrespeito a si mesmo
e à Natureza da qual também faz parte.
Ao
consumirmos qualquer produto animal, acabamos por nos tornar cúmplices
silenciosos desse extermínio diário. Algumas pessoas já refletiram sobre isso,
mas ainda assim continuam se alimentando de carne.
Indiferentes, acostumamo-nos a encarar a dor alheia, e principalmente a dor
dos animais, como algo que não nos diz respeito. Perpetuamos, assim, um
equívoco que se estende desde os tempos em que René Descartes afirmava que os
animais eram seres inferiores e que existiam para nos servir.
Entretanto, a própria ciência mostra-se contrária a este pensamento do
filósofo francês, ao demonstrar a possibilidade de os animais serem
inteligentes e sencientes.
Gabriel
Dellanne e Ernesto Bozzanno se destacaram em pesquisas cientificas, nas quais
se fotografou uma águia materializada. As fotos foram apresentadas em
congressos científicos, em Viena, entre os anos de 1920 e 1930, como prova da
existência de espíritos de animais no mundo espiritual.
Tendo em
mente que os animais são inteligentes, sensíveis e possuem uma alma,
conclui-se que pouco se diferenciam de nós humanos. E dispor deles como
alimentos, escravos ou fontes de matéria-prima é um crime também contra a
nossa própria consciência.
Ainda é
comum algumas pessoas dizerem que amam os animais e ao mesmo tempo consumirem
carne – o que constitui um trágico contra-senso e uma demonstração de
incoerência entre discurso e atitude.