|
|
A maioria
não atende aos apelos da casa porque está interessada somente em receber. Os
poucos que colaboram, geralmente oferecem contribuições irrisórias que dão mais
trabalho para controlar, contabilizar, depositar e emitir comprovantes, do que o
valor que têm. E o mais grave é que pagam um mês, não pagam dois.
Outra
figura comum é o participante, geralmente trabalhador da casa, que vive se
oferecendo para colaborar, assim que a casa tiver necessidade. É o conhecido
tipo “se precisar conte comigo”. Não quer o compromisso mensal, mas estará a
disposição quando houver algo importante para ser feito. Desde que nessa
oportunidade ele não tiver que oferecer um presente de aniversário, um batizado
onde será padrinho, a formatura do filho na qual gastará muito. Isto ocorrendo,
lamentavelmente, não poderá contribuir também nessa oportunidade. Mas na
próxima, sem dúvida, pode contar com ele...
Parte
desses, trabalhadores da casa, expositores de doutrina, pregadores de moral, não
percebem que quando falam suas palavras são levadas pelo vento e não chegam aos
corações das pessoas. São teorias falsas que não tem consistência. Não fazem
nada do que falam e mandam os outros fazer.
Há também
outro problema no Centro Espírita, que não envolve dinheiro. Trata-se dos
colaboradores doutrinários que se oferecem para os trabalhos espirituais. São
palestrantes, os passistas, os recepcionistas, os orientadores, os médiuns, ou
doutrinadores. Que minoria existe entre eles já conscientizada e que faz do
trabalho espiritual a sua prioridade. Quão poucos trocam a festa, a TV, o
passeio, a viagem, pela tarefa espírita que assumiram livremente. E quando o
dirigente lhes cobra comportamento responsável, Zangam-se.
O argumento
usado, amiúde, é que eles dão a sua colaboração ao Espiritismo e têm direito de
o fazer quando melhor lhes compraz. Afinal, trabalham de graça e têm
compromissos particulares para atender. Se o dirigente for rigoroso, é comum que
se afastem da casa.
As pessoas
que vão ao centro Espírita, sob qualquer condição, imaginam que o Espiritismo
fica-lhes muito agradecido pela visita, pela colaboração, pelo aprendizado.
Crêem que os Espíritos Superiores ficam lisonjeados com o prestígio da sua
presença.
|
|