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Livre-Arbítrio e Determinismo
Octávio
Caúmo Serrano
Engano
supor que tudo podemos com base no decantado livre-arbítrio. Nosso
livre-arbítrio termina quando começa o livre-arbítrio do outro.
Depois das
primitivas experiências nos diferentes reinos da natureza, a partir do momento
em que o espírito entra na fase humana, quando começa a ser dotado de razão,
além da inteligência e instinto, desabrocha nele a liberdade de ação, o que
habitualmente é chamado livre-arbítrio.
Livre-arbítrio parece significar que o homem pode fazer o que quer, pelo simples
desejo de fazer, sem precisar de maiores razões ou de dar explicações a quem
quer que seja.
Todavia,
convém examinarmos que o homem é influenciado pela matéria. E em mundos como o
nosso, o apelo material sobre o espírito ainda é bastante acentuado.
Por essa
razão, além de o livre-arbítrio ser mal conduzido quanto aos objetivos
espirituais, as normas do mundo material impedem que certas vontades do homem
possam realizar-se. Há leis naturais que ele não pode contrariar.
Um exemplo
típico é o desejo de voar que o homem alimenta desde os primórdios de sua
existência. Máquinas estranhas, e até infantis, foram usadas por ele na
tentativa de ganhar o espaço.
E,
observe-se, mesmo depois que ele conseguiu voar de pára-quedas, ultraleve,
asa-delta, voa como quando está num avião. Depende de instrumentos, quando a sua
vontade continua a de alçar vôo como fazem os pássaros, por si mesmos, batendo
as próprias asas.
Já nos
explica a Doutrina Espírita, que na nossa atual fase de evolução espiritual,
nosso livre-arbítrio pode ser comparado ao do prisioneiro. Pode movimentar-se à
vontade dentro da cela, mas estará limitado às quatro paredes.
Assim é o
livre-arbítrio de homem comum nos planetas como a Terra. Mais do que o
livre-arbítrio, o que nos leva ao crescimento espiritual é o determinismo. Por
essa lei, somos impulsionados ao progresso, queiramos ou não. |