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O antídoto
para a solidão, mais do que os antidepressivos ou os divãs dos analistas, é a
ocupação. De qualquer tipo. Trabalho profissional, trabalho de lazer, trabalho
de amor ao próximo. Quem se achar em sofrimento, procure ser útil. Quem vive
gastando o tempo para reclamar de má sorte, experimente aplicar as horas tristes
no trabalho. E como catalisador para esse entendimento não podemos desprezar um
agente eficaz contra a solidão: O Centro Espírita.
Nesse
pequeno compartimento da imensa Casa de Jesus há, sempre, disponibilidade de
vagas para serviços no bem. E, sempre, atinge primeiro o próprio agente. É aí
que o jovem estudante busca serenidade para entender as lições mais difíceis; é
aí que a moça, frustrada com a perda do namorado, encontra para substituí-lo um
amor diferente, sublimado; é ai onde a mãe que ficou, prematuramente, sem o
filho querido, conhece outros filhos que suprirão a falta dele; é ai onde a
viúva, idosa e enferma, encontra a companhia de operosos auxiliares do Cristo,
para suavizar o seu isolamento e a saudade do companheiro; é aí, enfim, onde
todo sofrimento se transforma em progresso e entendimento.
Nenhum
outro lugar, por mais prazer que ofereça, pode combater a solidão como o Centro
Espírita, sem dispêndio para aquele que chega com a mágoa no coração. Ali,
enquanto serve, se cura; quando oferece, recebe; ao sorrir, se alegra; com
ajuda, se reergue.
Abençoado
Centro Espírita, que além destes abriga também os que se sentem infelizes, que
têm a alma sensível pronta para oferecer-se. São os que têm consciência de como
a vida é boa e retribuem a Deus pela dádiva, ao invés de queixar-se do abandono
ou revoltar-se contra os atos comuns da vida de todos nós. Centro Espírita que a
todos recebe, servidores e necessitados, com a intenção de irmaná-los e
integrá-los em um só propósito e diminuindo a infelicidade porque esta, sempre,
faz seu ninho no escuro de cada um, independente da idade, saúde ou situação
financeira.
Felizes os
que despertam e passam pela porta estreita do Centro. Metade do problema já
estará resolvido. Felizmente, a cada dia os que ali aportam são em maior número
e, brevemente, chegará o dia em que o entendimento será absoluto.
Fonte: Revista Espírita Allan Kardec, nº 37
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