A partir desta acontecimento Cairbar passou a dedicar-se ao estudo do Espiritismo e logo após estar compenetrado do conhecimento das obras básicas fundou em 15 de julho de 1904 o Centro Espírita Amantes da Pobreza, mas ele não parou por aí, em agosto de 1905, lançou o primeiro exemplar do jornal O Clarim, que continua sendo publicado até hoje.

Também em 1905, no dia 31 de agosto, casou-se com Dª. Maria Elvira da Silva e Lima, mais conhecida como Mariquinha, sua companheiro amorosa de todas as horas e que faleceu pouco tempo depois vítima de hanseníase.

No desenrolar de seu trabalha em Matão, Cairbar enfrentou muitos obstáculos, logo nesta época ele começou a enfrentar a oposição do padre local, que juntamente com o delegado fecharam o centro espírita e começaram a fazer campanha para que ninguém comprasse na farmácia do "herege".

Cairbar no entanto não se deixou intimidar, respaldado na constituição de 1891, foi a praça pública protestar contra tamanho desrespeito, o padre juntou uma caravana para abafar o discurso de Schutel, mas ele prosseguiu e acabou conquistando o apoio de pessoas importantes da cidade, que declaram seu apoio a Cairbar, o sacerdote acabou tendo que dispersar seus seguidores e Cairbar saiu vitorioso deste embate.

Além do centro espírita, a casa de Cairbar também se tornou ponto de atendimento dos necessitados físicos e espirituais. Diariamente muitas pessoas o procuravam em busca de comida, roupas, receitas e remédios, que ele distribuía gratuitamente, além do conforto e da orientação espiritual.  E em 1912, ele alugou uma casa maior para poder prestar melhor atendimento aos que o procuravam.