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Além da
imposição das mãos sobre os doentes, para estender o benefício a maior número de
pessoas, magnetizava água, pratos, cama, etc., cujo contato submetia os
enfermos.
Mesmer praticou durante
anos o seu método de tratamento em Viena e em Paris, com evidente êxito, mas
acabou expulso de ambas as cidades pela inveja e incompreensão de muitos.

Depois de cinco tentativas
para conseguir exame judicioso do seu método de curar, pelas academias, é que
publica, em 1779, a "Dissertação sobre a descoberta do magnetismo animal", na
qual afirma que este é uma ciência com princípios e regras, embora ainda pouco
conhecida. A sua popularidade prosseguiu por muitos anos, mas outros médicos o
taxavam de impostor e charlatão.
Em 1784, o governo francês
nomeou uma comissão de médicos e cientistas para investigar suas atividades.
Benjamin Franklin foi um dos membros dessa comissão, que acabou por constatar a
veracidade das curas, porém as atribuíram não ao magnetismo animal, mas a outras
causas fisiológicas desconhecidas.
Concentrado no alívio à
dor, Mesmer não chegou a perceber a existência do sonambulismo artificial, que
seu ilustre e generoso discípulo, conde Maxime Puységur, descobre (inclusive a
clarividência a ele associada), o qual se desenvolve durante o transe magnéticos
em certas pessoas.
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