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Em 1784, o governo francês
nomeou uma comissão de médicos e cientistas para investigar suas atividades.
Benjamin Franklin foi um dos membros dessa comissão, que acabou por constatar a
veracidade das curas, porém as atribuíram não ao magnetismo animal, mas a outras
causas fisiológicas desconhecidas.
Concentrado
no alívio à dor, Mesmer não chegou a perceber a existência do sonambulismo
artificial, que seu ilustre e generoso discípulo, conde Maxime Puységur,
descobre (inclusive a clarividência a ele associada), o qual se desenvolve
durante o transe magnéticos em certas pessoas.

Em 1792,
Mesmer vê-se forçado a retirar-se de Paris, vilipendiado, e instala-se em
pequena cidade suiça, onde vive durante 20 anos sempre servindo aos necessitados
e sem nunca desanimar nem se queixar.
Em 1812, já aos 78 anos, a Academia de Ciências de
Berlim convida-o para prestar esclarecimentos, pois pretendia investigar a fundo
o magnetismo. Era tarde; ele recusa o convite. A Academia encarrega o Prof. Wolfart
de entrevistá-lo.
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