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E, com o passar dos anos,
Chico foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina,
citada por André Luiz na obra "Entre a Terra e o Céu" (capítulos 9 e 10), que
morava na cidade espiritual "Nosso Lar"; disse, também, que ela é a mesma
Blandina, filha de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance "Ave
Cristo", e que viveu no terceiro século depois de Jesus.
Enfim, para concluir, resta apenas dizer que "Meimei" era um apelido carinhoso
que o casal Arnando-Irma passou a usar, após a leitura de um conto chamado "Um
Momento em Pequim", de autor americano. Ambos passaram a se tratar dessa forma:
"Meu Meimei". E, segundo Arnaldo, Chico não poderia saber disso.

Materialização de Meimei
"Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo
que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que o corredor ia se
iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna.
Subitamente, a luminosidade extinguiu-se.
Momentos
depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como que uma estátua
luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços e,
elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo
cair uma cascata de lindos cabelos pretos, até a cintura.
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