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Adelaide
Câmara, em breves palavras, exprimiu o júbilo de sua alma, afirmando realizado o
ideal de toda a sua existência – “ser mãe de órfãos, graça do céu que não
trocaria por todo o ouro e todas as grandezas do mundo”.
Dedicou,
daí por diante, todo o seu tempo a essa grandiosa obra de caridade,
emprestando-lhe as luzes do seu saber e de sua bondade até o dia em que
serenamente entregou a alma a Deus.
Com
extremosa dedicação, trabalhou Aura Celeste em várias sociedades espíritas
beneficentes da cidade do Rio de Janeiro, dando a todas elas o melhor de suas
energias e de sua inteligência.
No Asilo
Espírita “João Evangelista”, porém, foi onde realizou sua tarefa máxima, não só
como competente educadora, mas também como hábil orientadora de inumeráveis
jovens que ali receberam, como ainda recebem, instrução intelectual e educação
moral.
A vida e a
obra de Adelaide Câmara foram uma escada de luz, uma afirmação de fé e
humildade, e um perene testemunho de amor. Era a grande educadora que ensinava
educando e educava ensinando, pelo exemplo.
Médium sem
vaidades, sincera e de honestidade a toda prova, praticava a mediunidade como
verdadeiro sacerdócio.
Dotada de
sólida cultura teria, se quisesse, conquistado fama no mundo das letras. Poetisa
de vastos recursos, oradora convincente e natural, senhora de estilo vigoroso e
de fulgurante imaginação, tudo deu e tudo fez, com o cabedal que possuía, para o
bom nome e o engrandecimento da Doutrina Espírita.
O Asilo
Espírita “João Evangelista”, no Rio de Janeiro, aí está ainda, em sede própria,
atestando a obra e o devotamento à causa do bem daquela nobre mulher que se
chamou Adelaide Augusta Câmara.
Fonte:
Portal do
Espírito |
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