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Sua esposa, após ter-se comunicado com o Espírito de seu irmão,
desencarnado em Mons, tornou-se a sua mais eficiente assessora,
passando a acompanhá-lo em um número incontável de viagens de
propaganda, à África do Sul, Cabo da Boa Esperança, Rodésia e Nairóbi,
onde teve a oportunidade de falar a um auditório de 10.000 pessoas,
sendo sempre ouvido com inusitado interesse e admiração.

Conan Doyle havia-se convencido ser o Espiritismo uma nova revelação,
de suma importância não só para a ciência, para a medicina e para a
criminologia, mas também destinada a penetrar fundo no campo da
filosofia e da religião.
Seu nome foi indicado para o título "Par do Reino Unido da
Grã-Bretanha", que é a mais relevante distinção que um homem pode
ambicionar na Inglaterra. No entanto, com uma condição: deveria
abjurar as suas idéias espíritas.
Embora sabendo que a fidelidade ao espiritismo significava a perda
daquela excepcional oportunidade, além de perder numerosos amigos
apegados a sectarismos e preconceitos, Arthur Conan Doyle se recusa em
trocar a glória de um título mundano pelo abandono de uma idéia
libertadora, que ele reputava ser a lídima expressão da verdade.
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