|
Eleito vereador
municipal pelo Partido Liberal, em 1861, teve sua eleição impugnada
pelo chefe conservador, Haddock Lobo, sob a alegação de ser médico
militar.
Objetivando
servir o seu Partido, que necessitava dele a fim de obter maioria na
Câmara, resolveu Bezerra de Menezes afastar-se do Exército.
Em 1867 foi
eleito Deputado Geral, tendo ainda figurado em lista tríplice para uma
cadeira no Senado. Quando político,
levantou-se contra ele, a exemplo do que ocorre com todos os políticos
honestos, uma torrente de injúrias que cobriu o seu nome de
impropérios. Entretanto, a
prova da pureza da sua alma deu-se quando, abandonando a vida pública,
foi viver para os pobres, repartindo com os necessitados o pouco que
possuía.
Corria sempre ao
tugúrio do pobre, onde houvesse um mal a combater, levando ao aflito o
conforto de sua palavra de bondade, o recurso da ciência de médico e o
auxílio da sua bolsa minguada e generosa.
Desviado
interinamente da atividade política e dedicando- se a empreendimentos
empresariais, criou a Companhia de Estrada de Ferro Macaé a Campos, na
então província do Rio de Janeiro.
Depois,
empenhou-se na construção da via férrea de S. Antônio de Pádua, etapa
necessária ao seu desejo, não concretizado, de levá-la até o Rio Doce. Era um dos
diretores da Companhia Arquitetônica que, em 1872, abriu o "Boulevard
28 de Setembro", no então bairro de Vila Isabel, cujo topônimo
prestava homenagem à Princesa Isabel.
Em 1875, era
presidente da Companhia Carril de S. Cristóvão. Retornando à política,
foi eleito vereador em 1876, exercendo o mandato até 1880.
Foi ainda
presidente da Câmara e Deputado Geral pela Província do Rio de
Janeiro, no ano de 1880. O Dr. Carlos Travassos havia empreendido a
primeira tradução das obras de Allan Kardec e levara a bom termo a
versão portuguesa de "O Livro dos Espíritos".
Logo que esse
livro saiu do prelo levou um exemplar ao deputado Bezerra de Menezes,
entregando- o com dedicatória. O episódio foi
descrito do seguinte modo pelo futuro Médico dos Pobres:
|