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Da bibliografia
de Bezerra de Menezes, antes e após a sua conversão do Espiritismo,
constam os seguintes trabalhos: "A Escravidão no Brasil e as medidas
que convém tomar para extingui- la sem dano para a Nação", "Breves
considerações sobre as secas do Norte", "A Casa Assombrada", "A
Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia
Teogônica", "Casamento e Mortalha", "Pérola Negra", "Lázaro - o
Leproso", "História de um Sonho", "Evangelho do Futuro".
Escreveu ainda
várias biografias de homens célebres, como o Visconde do Uruguai, o
Visconde de Carvalas, etc. Foi um dos
redatores de "A Reforma", órgão liberal da Corte, e redator do jornal
"Sentinela da Liberdade". Bezerra de Menezes tinha a função de médico
no mais elevado conceito, por isso, dizia ele: "Um médico não tem o
direito de terminar uma refeição, nem de perguntar se é longe ou
perto, quando um aflito qualquer lhe bate à porta.
O
que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e
achar-se fatigado, ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o
tempo, ficar longe ou no morro, o que sobretudo pede um carro a quem
não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que
procure outro - esse não é médico, é negociante de medicina, que
trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura.
Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade que lhe
veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar
a sede de riqueza do seu Espírito, a única que jamais se perderá nos
vaivéns da vida."
Em 1883, reinava
um ambiente francamente dispersivo no seio do Espiritismo brasileiro e
os que dirigiam os núcleos espíritas do Rio de Janeiro sentiam a
necessidade de uma união mais bem estruturada e que, por isso mesmo,
se tornasse mais indestrutível.
Os Centros, onde
se ministrava a Doutrina, trabalhavam de forma autônoma. Cada um deles
exercia a sua atividade em um determinado setor, sem conhecimento das
atividades dos demais. Esse sentimento
levou-os à fundação da Federação Espírita Brasileira.
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