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Em vista da
relutância dele em assumir aquele espinhoso encargo, travou-se a
seguinte conversação:
- Querem que eu
volte para a Federação. Como vocês sabem aquela velha sociedade está
sem presidente e desorientada. Em vez de trabalhos metódicos sobre
Espiritismo ou sobre o Evangelho, vive a discutir teses bizantinas e a
alimentar o espírito de hegemonia.
- O trabalhador
da vinha, disse Bittencourt Sampaio, é sempre amparado. A Federação
pode estar errada na sua propaganda doutrinária, mas possui a
Assistência aos Necessitados, que basta por si só para atrair sobre
ela as simpatias dos servos do Senhor.
- De acordo.
Mas a Assistência
aos Necessitados está adotando exclusivamente a Homeopatia no
tratamento dos enfermos, terapêutica que eu adoto em meu tratamento
pessoal, no de minha família e recomendo aos meus amigos, sem ser,
entretanto, médico homeopata.
Isto aliás me tem
criado sérias dificuldades, tornando-me um médico inútil e deslocado
que não crê na medicina oficial e aconselha a dos Espíritos, não tendo
assim o direito de exercer a profissão. - E por que não te tornas
médico homeopata? disse Bittencourt.
- Não entendo
patavinas de Homeopatia. Uso a dos Espíritos e não a dos médicos.
Nessa altura, o
médium Frederico Júnior, incorporando o Espírito de S. Agostinho, deu
um aparte:
- Tanto melhor.
Ajudar-te-emos com maior facilidade no tratamento dos nossos irmãos.
- Como, bondoso
Espírito? Tu me sugeres viver do Espiritismo?
- Não, por certo!
Viverás de tua profissão, dando ao teu cliente o fruto do teu saber
humano, para isso estudando Homeopatia como te aconselhou nosso
companheiro Bittencourt. Nós te ajudaremos
de outro modo: Trazendo-te, quando precisares, novos discípulos de
Matemática...
Fonte:
www.panoramaespirita.com.br
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