O Professor Caetano Lourenço de Camargo e Dna. Porfíria Elisa tiveram os seguintes filhos: Vicentina Elisa; Maria Elisa (Mariquinha); Sebastião Eugênio; Maria da Conceição (Pequetita) e Celina.

Sua esposa faleceu no dia 13 de março de 1900, abalando-o profundamente. Sua fé católica não foi suficiente para tirá-lo da apatia, mas por mensagem psicografada emanada dela, Dna. Porfíria Elisa, adotou a doutrina espírita, sendo que até então ele era o organista da igreja matriz de Jaú. Abraçou a doutrina espírita que emergia em Jaú com Paulino Maciel, Júlio de Matos e outros.

Como educador espírita sofreu a hostilidade da opinião local e, até mesmo, perseguição política. O Professor Caetano, contudo, não esmoreceu, lutou e venceu todos os obstáculos, na qualidade de espírita cristão que era. Soube impor-se pela sua postura correta e sua compreensão da evolução espiritual, aliando os conhecimentos doutrinários kardecista à prática do amor e filantropia.

Foi um dos fundadores do Asilo de inválidos de Jaú. Igualmente, fundou um albergue para doentes mentais e desamparados. Fundou o primeiro Centro Espírita da cidade de Jaú, para onde levou o seu órgão, para abertura das reuniões.

Com a ajuda de outros espíritas da cidade, tendo a frente Braz Miraglia, ergueram o Centro Espírita Verdade e Luz, na parte alta da cidade, até hoje em atividade.

Em 1903 casou-se com a Sra. Philomena Ribas D'Ávila, que lhe deu os seguintes filhos: Pérsida, Clorinis, Célia e Adalmiro.

O seu filho Dr. Sebastião Eugênio era primeiramente farmacêutico e posteriormente formou-se em medicina, e as suas filhas Vicentina Elisa, Maria Elisa, Maria da Conceição e Celina, foram todas professoras, visto o Professor Caetano Lourenço de Camargo ter fundado um colégio em Jaú, que permaneceu em mãos da família até 1919, pois em 1917 ele faleceu, em 1918 a sua filha Vicentina Elisa faleceu, e em 1919 Sra. Philomena Ribas D'Ávila Camargo ficou doente, vindo a falecer em Campinas, sua terra natal. Nesse ano a família mudou-se para São Paulo. 

O Instituto de Educação de Jaú ganhou seu nome, por lei estadual, de iniciativa do falecido Deputado Estadual Dr. José Miraglia, filho do Sr. Braz Miraglia, seu ex-aluno e velho amigo da família.