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Deitava-se tarde e nem sempre tinha vela. Escrevia ao clarão da lua e
considerava-se feliz. Apesar de estudar à noite, trabalhava de 15 a 16
horas por dia.
Ingressou na Escola de desenho dos frades da Igreja de São Roque, a
qual freqüentava todas as quintas-feiras.

Naturalmente tinha os domingos livres e tratou de ocupá-los. Nesse dia
assistia as conferências feitas pelo abade sobre Astronomia.
Em seguida tratou de difundir as associações dos alunos de desenho dos
frades de São Roque, todos eles aprendizes residentes nas vizinhanças.
Seu objetivo era tratar de ciências, literatura e desenho, o que era
um programa um tanto ambicioso.
Aos 16 anos de idade, Camille Flammarion foi presidente da Academia, a
qual, ao ser inaugurada, teve como discurso de abertura o tema "As
Maravilhas da Natureza".
Nessa mesma época escreveu "Cosmogonia Universal", um livro de
quinhentas páginas; o irmão, também muito seu amigo, tomou-se livreiro
e publicava-lhe os livros.
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