|
|
No dia marcado o padre iniciou suas
observações, insultando o Espiritismo e os espíritas, "doutrina do
demônio e seus adeptos, loucos passíveis das penas eternas", numa
demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho público
do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e de sectarismo.
A multidão que se mantinha respeitosa e
confiante na réplica do defensor do Espiritismo, antevia a derrota
dos ofensores, pela própria fragilidade dos seus argumentos vazios e
inconsistentes.

O missionário sublime, aguardou
serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece
sincera, humilde e bela, implorando paz e tranqüilidade para uns e
luz para outros, tornando o ambiente propício para inspiração e
assistência do plano maior e em seguida iniciou a defesa dos
princípios nos quais se alicerçavam seus ensinamentos.
Com delicadeza, com lógica, dando vazão
à sua inteligência, descortinou os desvirtuamentos doutrinários
apregoados pelo Reverendo, reduzindo-o à insignificância dos seus
parcos conhecimentos, corroborado pela manifestação alegre e ruidosa
da multidão que desde o princípio confiou naquele que facilmente
demonstrava a lógica dos ensinos apregoados pelo Espiritismo.
|
|