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Foi nesse
famoso estabelecimento de ensino que se dedicou à teologia e ficou conhecendo o
abade de Noailles, também de família nobre, e que acabaria alcançando os mais
elevados postos na hierarquia eclesiástica francesa.
Aos quinze
anos de idade, Fénelon foi incumbido de pregar seu primeiro sermão, com grande
sucesso, aliás. Já dá pra perceber, logo nesta introdução, que os altos escalões
da igreja e da política eram constituídos por gente de elevada linhagem. Será
esse o ambiente em que se movimentará Fénelon pelo resto de sua existência.
Do Colégio
Du Plessis, Fénelon passou ao seminário de Saint-Sulpice, então sob a direção de
Tronson. Em 1675, o jovem seminarista, de vinte e quatro anos de idade, foi
ordenado no seminário de Saint-Sulpice. Durante os próximos três anos,
desempenharia suas funções eclesiásticas juntamente com os demais sacerdotes
daquela paróquia.
Cabia-lhe
explicar os textos evangélicos ao público, aos domingos e dias santos.
Participava ativamente das tarefas de ensinar o catecismo. A igreja de
Saint-Sulpice ainda conserva suas Litanies de L'enfant-Jésus, escritas
especialmente para os freqüentadores de sua paróquia.
Pretendia o
jovem sacerdote, por essa época, partir para o Oriente em missão apostólica, com
o propósito de converter ao cristianismo tantos pagãos quantos lhe fosse
possível alcançar, com o brilho de sua palavra e a amplitude de sua cultura
teológica.
Mas não
seria esse o seu destino, de vez que "Nouvelles catholiques", tratava-se de uma
instituição incumbida de acolher jovens e senhoras recém-convertidas do
protestantismo ao catolicismo, a fim de consolidar nelas a boa e ortodoxa
doutrina da igreja. Objetivo paralelo era o de instruir aquelas que se
mostrassem dispostas a abandonar a "heresia".
Era grande
a preocupação das lideranças católicas - Prelados e leigos - na salvação das
almas que tiveram a infelicidade de se deixar atrair pelas "perigosas" idéias de
Lutero.
Em 1681, o
bispo de Sarlat - nobre também ! - tio de Fénelon, renunciou, em favor do
sobrinho, ao decanato de Carenas, que rendia de três a quatro mil libras
francesas por ano. |