Deste modo foram conseguidos os recursos necessários para a manutenção daquelas instituições: duzentos e trinta contos de réis, pequena fortuna naquela época.

Anália Franco, que após o seu consórcio acrescentou ao seu nome o sobrenome Bastos, imortalizou-se como figura máxima de mulher dedicada e bondosa, conseguindo projetar seu nome em todo o Brasil, dado o seu trabalho infatigável e entrecortado de idealismo.

Francisco Antônio Bastos foi o seu assessor mais dedicado, desde os primórdios do seu trabalho, apagando-se na humildade e dando os mais vivos testemunhos na singular prova de amor espiritual, que o ligava àquela renomada seareira.

Após a desencarnação de Anália, ocorrida no dia 13 de janeiro de 1919, como prova de sua dedicação e afeto, fundou o "Asilo de Órfãos Anália Franco", na cidade mineira de Juiz de Fora, fato ocorrido em junho desse mesmo ano, tudo com o objetivo de perseverar na difusão dos benefícios que sua esposa se acostumara a realizar e dos quais o seu magnânimo coração era vasto celeiro.

Na cidade de Juiz de Fora sofreu a incompreensão da população. Encontrou na cidade a mais tenaz resistência, pois dada a sua condição de espírita, esbarrou com a intolerância religiosa ali prevalecente.

O povo somente acatava solicitações feitas pela religião majoritária. Batalhador infatigável, sofreu toda a sorte de perseguições, inspiradas pelo pároco da igreja local, vendo-se finalmente na dura contingência de transferir a sede da instituição para o Rio de Janeiro, onde se instalou em maio de 1922, no bairro do Méier.

Com a ajuda de um grupo dedicado de auxiliares, conseguiu receber o apoio irrestrito de muitos, e sem qualquer espírito de hegemonia, elevou a simpática instituição a uma situação bastante privilegiada.

Com o decorrer do tempo conseguiu adquirir bela e acolhedora casa na Rua da Figueira, hoje Avenida Marechal Rondon, no bairro do Rocha, onde a instituição se consolidou de forma definitiva.