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Foi apresentado
ao Espiritismo por volta de 1.903 por Pedro Sayão, pai da cantora
lírica Bidú Sayão. Descrente inicialmente, apesar de Pedro freqüentar
a filial do estabelecimento comercial que Frederico Figner tinha em
São Paulo e ali, durante 2 anos palestrar com o amigo acerca do
Espiritismo. Somente acompanhando a cura através de receita mediúnica
da esposa de um funcionário, que Figner se inclinou ao Espiritismo.
Dai a fazer parte da FEB como vice-presidente, tesoureiro e membro do
Conselho Fiscal foi um pulo. Além de seus afazeres profissionais, onde
fez fortuna, mantinha coluna no jornal "Correio da Manhã" em que
divulgava o Espiritismo. Alma generosa, chegou a acolher em sua
própria casa 14 enfermos vítimas do surto da gripe espanhola que
assolou nosso país em 1.918 e que não raramente conduzia a morte.
Seu trabalho em
tomar ditado de receitas espíritas e dar passes a enfermos
celebrizou-se em sua época. Chegava a tomar 150 a 200 receita por dia
e atender inúmeros necessitados que conheciam sua dedicação através
dos jornais da época. Com uma disciplina digna de louvores dividia seu
tempo entre a atividade profissional e os afazeres espíritas, chegando
a presidir diversos grupos na sede da FEB e em seu lar. Promoveu a
publicação de muitos livros, sempre custeando as edições. Viajando ao
exterior buscou contato com o médium Willy Hope e encontrou-se na
Inglaterra com Sir Arthur Conan Doyle.
Por solicitação
de um grupo de atores Figner doou terreno de sua propriedade em
Jacarepaguá para a construção do Retiro dos Artistas. Auto-didata e de
extrema coerência ao viver a Doutrina em sua plenitude; não deixou um
grande livro com suas idéias, Fez mais, deixou suas obras e exemplo de
servir com dignidade.
Como sabemos,
Frederico Figner foi o autor espiritual com o pseudônimo de irmão
Jacob, pela psicografia de Chico Xavier do livro "Voltei", editado
pela FEB.
Se não deixou uma
grande obra literária enquanto encarnado, deixou-nos seu testemunho de
como despertou na espiritualidade. Em "Voltei" ele diz: "É para vocês
- membros da grande família que tanto desejei servir - que grafei
estas páginas, sem a presunção de convencer! Não se acreditem quitados
com a Lei, por haverem atendido a pequeninos deveres de solidariedade
humana, nem se suponham habilitados ao paraíso, por receberem a
manifesta proteção de um amigo espiritual!".
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