Trouxe-nos ensinamentos importantes através da auto crítica e reencontro com sua consciência desprendida da matéria. Admitiu os apegos à autoridade e seu orgulho, pois "quase me considerei ofendido, quando os benfeitores espirituais me cortaram a probabilidade do retorno apressado". Com a humildade que o caracterizara em vida, reagiu: "comecei a guerrear meu individualismo gritante e, examinando a respeitabilidade dos interesses alheios, não me senti suficientemente encorajado a interferências que redundassem no prejuízo do bem geral".

Mais uma justa homenagem é prestada agora ao nosso dedicado companheiro espírita. Aspectos importantes de sua vida estão resgatados em uma exposição num recém-criado espaço cultural. É "A Mansão Figner - O Rio na Belle Époque". Funcionando onde foi sua residência à Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, Rio de Janeiro, a mansão foi adquirida pelo Sesc-Rio de Janeiro, que a restaurou pelo minucioso trabalho de pesquisa do arquiteto Marcos Moraes de Sá. Um grande painel conta de forma cronológica, fatos marcantes da vida de Figner juntamente com acontecimentos importantes da época. Também estará a venda no local o livro "A Mansão Figner - O ecletismo e a casa burguesa no início do século XX".

Além de seus feitos que estão já imortalizados, fiquemos com a lembrança do homem, conforme nos relata Viriato Correia (1.884 - 1.967), jornalista, teatrólogo, romancista e membro da Academia Brasileira de Letras: "Aos 80 anos tinha as vibrações, os entusiasmos, as vivacidades das juventudes estouvadas. Quem o via pelas ruas, suado, chapéu atirado para a nuca, falando aqui, falando ali, numa pressa de moço de recados, pensava estar vendo um ganhador que, em cima da hora, corria para não perder a hora do negócio. No entanto, não era para ganhar que ele vivia a correr. Rico, muito rico, não precisava entregar-se a vassalagem do ganho. Corria para servir os outros, corria para ir ao encontro dos necessitados".

 

Fonte: Portal do Espírito