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Assim,
renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 21
anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Lá
distinguia-se pela piedade e virtudes. A 16 de Abril de 1761 fez seus votos
solenes.
Um ano após
foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.
Este privilégio mostra a confiança que nutriam pelo jovem clérigo.
Foi então
mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os
seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa
época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração
mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de novembro de 1766.
Terminados
os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento,
cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o
grande apostolado resultante.
Foi
confessor estimado e procurado e, muitas vezes, quando era chamado ia sempre a
pé mesmo nos lugares mais distantes. Em 1769-70 foi designado Confessor de um
Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São
Paulo.
Neste
Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de
profunda oração e grande penitência que afirmava ter visões pelas quais Jesus
lhe pedia para fundar um novo Recolhimento.
Frei
Galvão, ouvindo também o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, considerou
válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o
novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador.
Em 23 de
fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu improvisamente.
Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas, missão que exerceu
com humildade e grande prudência.
Enquanto
isso o novo Capitão-general de São Paulo, homem inflexível e duro, retirou a
permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu
predecessor, que havia promovido a fundação. |