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No ano seguinte temos a transformação de mais um órgão central do
Espiritismo Francês: a fundação da Sociedade Francesa de Estudo dos
Fenômenos Psíquicos. Nota-se a falta do termo Espírita nesta nova
sociedade. A despeito deste comentário, Regnault e Bodier afirmam que
seu trabalho nesta sociedade foi amplamente marcado pela obra de
Kardec e formou inúmeros espíritas e experimentadores. Delanne aceitou
o cargo de vice-presidente.
Ele passou a fazer conferências públicas gratuitas nas noites de
terça-feira na sede da Sociedade sobre os fenômenos do Espiritismo. A
esta época ele já aceitava convites para fazer palestras gratuitas em
Paris e no interior da França.
Em 1899 Delanne publicou "A Alma é Imortal" (L’Âme est Immortelle),
quinto livro consecutivo em cinco anos de trabalhos. Nele se trata da
imortalidade da alma, do perispírito, do desdobramento do ser humano,
do corpo fluídico após a morte, as experiências de De Rochas sobre a
exteriorização da sensibilidade, as fotografias de espíritos
desencarnados, as criações fluídicas da vontade, e as teorias
científicas do tempo.
Em 1904 Delanne foi a Alger auxiliar o prof. Richet (prêmio nobel de
medicina) em suas pesquisas com a médium Marthe Béraud na casa do
general Noël. O episódio passou à história com o nome de "o fantasma
de Bien Boa". Nele Richet testemunharia fenômenos de materialização de
espíritos de corpo inteiro, após preparar o ambiente com os cuidados
que a Metapsíquica sugeria, evitando-se fraudes. O leitor interessado
poderá ler o episódio, com um certo ar literário, no livro de Lantier
(1971).
Após um jejum de dez anos Delanne traz a público a obra que todos os
seus biógrafos consideram sua obra prima. Em língua portuguesa ela
poderia ser traduzida "As Aparições Materializadas dos Vivos e dos
Mortos" (Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort). Seu
primeiro volume foi publicado em 1909 e seu segundo volume em 1911.
Regnault e Bodier (1990, p. 61) afirmam que no primeiro volume Gabriel
Delanne não deixa sem resposta, nenhuma das objeções que são feitas à
existência da alma dos vivos. Para prová-lo, fornece uma documentação
extraordinária, baseada em múltiplas experiências científicas
A
Revista Científica e Moral do Espiritismo foi interrompida em 1914, em
função da guerra, voltando a ser editada em 1917. |