|
A
amizade com um espírita fê-lo converter-se à doutrina espírita. O amigo
esclareceu-lhe as dúvidas da vida além-túmulo e conseguiu acalmá-lo.Já na
puberdade, Jerônimo começou a sentir dores nas articulações, especialmente nos
joelhos e tornozelos. Esses pontos de seu corpo passaram a “inchar” e já aos
dezoito anos andava com dificuldade.
Teve vários empregos, porém as dores
agravaram, não lhe deram tréguas e o impediram de permanecer por muito tempo num
mesmo trabalho e era sempre obrigado a se afastar. Foi ele balconista,
entregador de jornal, redator-chefe de uma revista e professor.
Seu passatempo
preferido era o cinema, era fascinado pelo Tarzan, sendo este o seu apelido.
Enquanto sua saúde lhe permitiu, participou ativamente das excursões com os
jovens de uma Mocidade Espírita, estava ele com dezesseis anos.
Desde jovem já
mostrava interesse pelo espiritismo, freqüentando o Centro Espírita que tinha na
cidade. E isto foi de grande auxílio para ele, pois aos 18 anos de idade se
defrontava com uma das primeiras grandes provações que tinha de vencer, passou a
sofrer uma doença, não muito rara, a artrite reumatóide, que causava enormes
dores e dificuldade de locomoção, quadro este que foi se agravando até que aos
20 anos de idade ficou definitivamente de cama.
Certo dia foi ao cinema assistir
“... E o Vento Levou”, mas não havia nenhuma poltrona vazia. Jerônimo ficou
quatro horas em pé no fundo da sala e ao terminar o filme estava petrificado,
com grande vibração de dor nos membros inferiores. Foi aí que começou a jornada
dolorosa e difícil da paralisia, como ele mesmo conta em sua autobiografia.
Passou três meses deitado, plenamente impossibilitado de se locomover. Depois
usou muletas por algum tempo enquanto ia lecionar. Porém, acabou mesmo tendo que
ficar numa cama ortopédica, acometida de artrite reumatóide progressiva. O
quadro enfermo de Jerônimo era tão desolador que mesmo sob efeito medicamentos,
seus amigos tiveram que fabricar uma cama especial e colocar sobre seu peito um
saco de areia de 30 kilos para que ele pudesse suportar a dor.
|