|
|
Começou a fazer versos aos 5 anos.
Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de
possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres
da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se
com a idéia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os
doutores.
Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro.
Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando:
-"Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem
estudar." Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe
solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não
queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e
português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O
Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição
européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia
de sua mulher.

Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade,
tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e
peças bem-humoradas.
Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e
reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la
sobre os mais diversos assuntos.
A
platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante
horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. E tanto a platéia
como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando
satisfeito o Vice-rei.
Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir
brilhando na Corte.
|
|