Incentivou a publicação de livros espíritas, pela Federação Espírita do Paraná, de vários autores, como Deolindo Amorim, Victor Ribas Carneiro e outros.

Afeito ao trabalho doutrinário e à administração com interesse desusado, não se furtou às longas viagens ao interior do Estado ou aos estados vizinhos para participação em Congressos, Confraternizações ou festividades.

Os mais notáveis acontecimentos nos setores doutrinários brasileiros, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Goiânia ou em Salvador, sempre contaram com sua presença e atuação autêntica de grande defensor dos legítimos ideais espíritas.

Em seus 40 anos de gestão como presidente fundou várias instituições espíritas, como o Albergue Noturno da Rua Cabral, o Sanatório Bom Retiro, o Lar Icléa, o Lar Hercília de Vasconcellos, de Paranaguá, a Creche Mariinha, de Campo Largo, a Creche Josefina Rocha, de Curitiba e o Instituto Lins de Vasconcellos.

O Professor J. Herculano Pires, um dos mais brilhantes escritores espíritas, definiu Ghignone como "um baluarte na defesa do Espiritismo no Brasil" e com referência ao seu dinamismo: "quando determina algum trabalho, por maior que seja, é costume se dizer que o trabalho já está feito, porque é ele que faz".

O Professor Manoel de Oliveira Franco Sobrinho, Diretor da Faculdade de Direito, disse: "O que deve o Brasil a João Ghignone, nesta vasta região Sul, não se define por palavras, e sim através de fatos. E esses estão sedimentados em Curitiba."

O Dr. Algacir Munhoz Mader, Reitor da Universidade Federal do Paraná, disse certa vez: "Ainda há gente boa neste mundo. Gente que pode recordar o passado com tranqüilidade e paz de espírito porque nunca conheceu o mal - como João Ghignone - cujas virtudes vão além, pois despende suas melhores energias com a simplicidade que todos lhe admiram para minorar o sofrimento alheio".

Desencarnou em Curitiba, dia 8 de junho de 1978. Foi um homem bom, humilde e simples, a serviço da Cultura, do Bem e da Verdade.

 

Fonte: Universo Espírita