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José
Petitinga nasceu na fazenda denominada "Sítio da Pedra", margem direita do Rio
Paraguaçu, termo de Monte Cruzeiro, Comarca de Amargosa, no Estado da Bahia, e
desencarnou na cidade de Salvador. Era filho de Manoel Antônio de Sena e Maria
Florentina de Sena.
Jornalista
com brilhante atuação em diversas publicações da época, poeta elogiado por
Sílvio Romero, Múcio Teixeira, Teotônio Freire e outros literatos de renome,
orador fluente e ilustrado, José Petitinga se constituiu de direito e de fato, o
centro de convergência do movimento espírita naquele Estado, que teve as
primícias da propaganda doutrinária em nosso país.
Sua figura,
misto de humildade e austeridade, tornou-se popular naquela velha capital,
infundindo respeito e consideração até aos próprios adversários da Doutrina
Espírita.
São de sua
autoria os livros de poesias "Harpejos Vespertinos", "Madressilvas" e
"Tonadilhas", obras essas que mereceram grandes elogios de vários jornais
importantes da época, inclusive do "Jornal do Comércio", do Rio de Janeiro.
O nome
Petitinga foi usado como pseudônimo, nos primeiros artigos que escreveu, para
fugir à censura paterna e de seus patrões, que não admitiam que um rapazola se
metesse em lutas políticas, desafiando com sua preclara inteligência
tradicionais políticos da época.
Colaborou
assiduamente em vários jornais e publicações de Nazaré, Amargosa, Juazeiro,
Salvador e outras cidades.
Em face da
popularidade do pseudônimo, pelo qual passou a ser conhecido em todo o mundo,
resolveu adotá-lo como sobrenome, em substituição ao "Florentino de Sena",
fazendo, para tanto, declaração pública através de Cartório.
José
Petitinga, exemplo fiel de perseverança e trabalho, presidiu a União Espírita
Baiana até a data da sua desencarnação, dando tudo de si - material e
espiritualmente - para o engrandecimento daquela tradicional instituição e para
a difusão do Espiritismo naquele grande Estado brasileiro.
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