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Reproduzimos fotograficamente essa mensagem, que, em nosso abecedário, é assim
transcrita:
“Minha boa
Julinha, a Paz de Deus, nosso Pai, seja em teu generoso coração, sempre tão
cheio de fé. Trabalhemos pelos cegos, minha filha, pensando que a cegueira do
espírito é bem mais triste que a dos olhos. Hei de ajudar-te com o favor de
Deus. A tia - Engrácia.”
No dia 16
de novembro de 1938, transmite a 3ª mensagem, sugerindo que ela transpusesse
para o Braille determinado Dicionário de Português, obra que havia deixada
inacabada. D. Júlia atendendo a solicitação da querida amiga espiritual,
aprendeu sozinha o alfabeto Braille, copiando letra por letra; para
certificar-se, pediu a um cego que lesse o que havia escrito, cujo resultado
encheu-lhe de alegrias e a partir daí, transformou-se numa verdadeira
missionária do Braille.
Reuniu em
sua casa várias senhoras interessadas nessa obra de altruísmo, na prática do
ensino Braille.
Em 1939,
iniciou a transcrição do Dicionário da Língua Portuguesa, da autoria de
Hildebrando Lima e Gustavo Barroso, cujo trabalho durou cerca de quatro anos,
dando ao todo 64 volumes.
Em 1945,
Chico Xavier recebe a 5ª mensagem do Espírito Engrácia Ferreira, agradecendo a
sobrinha o atendimento e o valioso trabalho em prol dos cegos.
D. Júlia
iniciou um curso gratuito do Braille no centro da cidade, visando maior número
de colaboradores. Transcreveu para esse alfabeto inúmeras obras espíritas e não
espíritas, entre as quais:
“O
Evangelho Segundo o Espiritismo”, “Agenda Cristã”, “Cartas do Evangelho”,
“Voltei”, “Pequenas Mensagens” e muitos outros, todos doados à Sociedade
Pró-Livro Espírita em Braille” (SPLEB).
A sua
desencarnação ocorreu no Rio de Janeiro, em 29 de novembro de 1974, aos 95 anos
de idade, dos quais 37 dedicados à Doutrina Espírita e ao Braille. Deixou
exemplos dignificantes, de quanto vale entender o Evangelho de Jesus e sua
Doutrina, que enseja a fé raciocinada, capaz de separar a letra que mata, do
espírito que vivifica.
Fonte:
Portal do
Espírito |
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