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Após algumas sessões com Mrs. Piper, James se convenceu, entretanto,
de que ali devia haver algo mais que simples mistificação. Por
exemplo, sua sogra procurava, havia algum tempo, uma cardeneta de
banco perdida e pediu a Mrs. Piper que lhe dissesse onde estava. A
médium descreveu o local com tanta exatidão, que eles encontraram a
cardeneta apenas voltaram para casa.

De outra feita, Mrs. Piper disse a James que a tia deste, Kate,
residente em New York, tinha morrido nessa madrugada. Ao chegar em
casa, uma hora depois, anotou o Professor, “encontrei um telegrama que
dizia o seguinte: Tia Kate faleceu minutos depois da meia-noite”.
Apesar disso, ainda havia uma vaga possibilidade de que Mrs. Piper
tivesse feito, de algum modo, uma investigação especial da família de
James. Este levou consigo um professor de Oxford e introduziu-o na
sala de sessões depois que Mrs. Piper já havia caído em transe.
A
médium deu os nomes exatos dos pais do professor e disse-lhe de que
doença seu pai morrera, declarando, ainda com exatidão, outros fatos
pessoais. Após certo número de sessões, James escreveu: “Acredito
agora que ela possui um poder qualquer, até hoje inexplicado”.
Quando a notícia chegou ao conhecimento da Sociedade Britânica de
Pesquisas Psíquicas, houve cepticismo e muitas expressões de espanto
pelo fato de um homem, com a inteligência de James, deixar-se
ludibriar-se tão facilmente. O que se precisava ali era de um
investigador experimentado. Por sorte eles tinham exatamente o homem
indicado para a tarefa, era ele o Dr. Richard Hodgson, formado pela
Universidade de Cambridge. Inteligência brilhante, Hodgson vinha
justamente dedicando sua vida a desmascarar prodígios psíquicos.
Pouco depois de desembarcar em Boston, Hodgson teve uma sessão com Mrs.
Piper. James apresentou-o simplesmente como Mr. Smith, Mrs. Piper
disse-lhe imediatamente o seu verdadeiro nome, acrescentando que, da
sua família, a mãe e mais quatro pessoas estavam vivas, mas que o pai
e o irmão mais jovem tinham morrido.
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