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Pouco depois de sua morte, em uma sessão em que estavam presentes o
Dr. Hodgson e um amigo de Pellew, Phinuit anunciou que George Pellew
estava presente e desejava se manifestar. Seguiu-se então, uma série
de informações sobre Pellew, seus amigos e vários incidentes que a
família do morto verificou.
Mais tarde George Pellew tornou-se um dos guias de Mrs. Piper e mais
de 30 amigos e parentes de Pellew tomaram parte em sessões durante os
anos seguintes. Pellew reconheceu todas as pessoas que conhecera em
vida e não reconheceu as outras 100 que aí foram levadas
propositadamente para desmascarar o Espírito.
Pellew não apenas reconhecia os amigos como, também se lembrava de
suas opiniões, ocupações e hábitos. Uma vez traduziu uma frase grega,
composta na ocasião por um erudito em estudos clássicos. Mrs. Piper
nada conhecia do grego: George Pellew sabia. Disse também com absoluta
precisão. O que seu pai estava fazendo em outra cidade.
As sessões com Pellew convenceram muitos investigadores de que,
finalmente, se havia conseguido entrar em comunicação com os mortos.
Mas outro, mais cépticos, observaram que, conquanto aquelas sessões
indicassem que Mrs. Piper talvez possuísse poderes telepáticos quase
inacreditáveis, isso não provava que ela recebesse suas informações de
Espíritos.
Afinal de contas, observaram, tudo o que surgira nas sessões com
Pellew era conhecido, pelo menos de uma ou mais pessoas ainda vivas.
Não seria mais provável que aquela mulher espantosa fosse capaz de, em
transe, reunir os detalhes necessários, graças a uma comunicação
telepática com a mente das pessoas que conheceram George Pellew.
E
o que pensava ela de toda essa controvérsia?
-
Eu não sei o que me acontece quando estou em transe, - costumava
dizer.
Não tenho teorias para explicar as coisas que segundo me dizem,
acontecem!
Em 1898, depois que Mrs. Piper regressou de uma segunda visita à
Inglaterra, um novo céptico apareceu em cena. Com a cooperação secreta
do Dr. Hodgson, o novo investigador teve 17 sessões com Mrs. Piper.
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