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Outros, enfim, pretendem:
"Refletir ou não refletir, tudo é a mesma coisa; vive-se e depois se
morre; o melhor é, pois, viver para o prazer. Quando se quer refletir,
vê-se que a vida é pior do que a morte e atenta-se sobre os seus
próprios dias. Assim, basta de reflexões, vivamos como pudermos".
Não
ouçais essas vozes; para todos aqueles raciocínios, responderei
simplesmente:
"Atrás de mim vejo a eternidade, tempo em que eu ainda não existia;
diante de mim pressinto a mesma noite infinita na qual a morte pode,
repentinamente tragar-me.
Agora vivo e posso, eu sei que posso, fechar voluntariamente os olhos
para uma existência cheia de misérias; mas sei que abrindo-os para
olhar em redor de mim, posso escolher o melhor e o que é mais belo.
Assim, digam o que quiserem as vozes, sejam quais forem as seduções
que me atraem, forçado que esteja à obra que tenha começado e
arrastado pela vida que me rodeia; eu me detenho, examino e reflito".
Eis o que eu tinha de lembrar aos meus semelhantes antes de passar
para o infinito...
Léon Tolstoi
Fonte do texto "Amar Ao Próximo":
Portal do
Espírito
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