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Não chegou
a ser distribuído no estrangeiro porque: "a problemática era muito do nosso
contexto sócio-econômico, conforme registrado pelo folclore. Acreditamos
entretanto, que um bom trabalho do Itamarati resolveria o caso. Esse apoio
governamental não veio pelo fato de que o filme não mostrava um Brasil
turístico. Pelo contrário, a dor, a problemática existencial de gente humilde do
campo, suja, pés descalços e roupas rasgadas".
Mas ele
ressaltava que essa mensagem, não deveria ser tomada como uma denúncia: "Não
era. Era um simples registro. Mas para as cúpulas não constituía uma imagem
interessante a ser vendida. Nós entendemos. O filme, até certo ponto era cru e
destituído de imagens cor de rosa. Todavia o drama, o sentimento, a emoção de
que se impregnava, são universais".
Wallace, decepcionado com a cidade, foi se afastando das atividades
artísticas, sobretudo o teatro e o cinema. Dedicou-se ao espiritismo, também
neste âmbito, escrevendo seu nome como voluntarioso e construtivo. No fim da
vida ele ainda pensava em filmar: "se eu voltar ao cinema será para dirigir uma
co-produção Brasil-Inglaterra, e a estória se passa em uma favela do Rio de
Janeiro". Mas não mais voltou à pratica.
Escritor,
tradutor, pesquisador inveterado, de grande capacidade e esmero intelectual - de
forma e fundo, de linguagem, estilo e conteúdo, gostava de pesquisar obras e
autores importantes, brasileiros e estrangeiros.
Buscava o
belo, a cultura, a arte, vinculando-os sempre ao objetivo de exaltar a grandeza
da vida e das virtudes humanas, sempre possíveis de serem conquistadas. Alma de
grande sensibilidade, deixou-se tocar pela Doutrina Espírita, dela fazendo o sol
e a luz de sua existência.
Escreveu o magnífico "E, para o resto da vida", bem como o também extraordinário
"A Esquina de Pedra". Mas também escreveu o romance Remotos Cânticos de Belém, todos
editados pela Casa Editora O Clarim.
Traduziu inúmeras obras, entre elas,
"Viagem Espírita em 1862", "A Obsessão" e "Instruções Práticas Sobre As
Manifestações Espíritas", todas de Allan Kardec,
obras de reconhecido valor doutrinário espírita.
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