Muitos livros de registros, interrompidos na seqüência, denunciam o extravio involuntário.. Diligências minuciosas, entretanto, em velhos arquivos, revelam verdadeiros tesouros anunciadores do trabalho pioneiro executado com amor.

É o caso do livro “Reconstrução Histórica de São Manuel”, cujo autor Luiz Siccheira testemunha à página 73, a epopéia dos primeiros tempos do Espiritismo nesta cidade.

Em 1903, foi concluída, por subvenção do Dr. Joaquim Antônio Alves, o Centro Espírita Fé e Caridade, destinado a sessões doutrinárias, cursos escolares ministrados pelo Professor Olímpio Castelo Branco, aulas de pintura pelo artista João Vasconcelos e escrituração mercantil pelo Professor Alfredo Naxara.

Anos após, por iniciativa de José Tirapelli, o prédio do Centro Espírita foi demolido para dar lugar ao amplo e útil ALBERGUE NOTURNO, delineado e edificado pelo arquiteto Rosário Calvitti. Essa Casa, que surgiu com o objetivo de dar repouso a nômades que um destino incerto arroja para a perambulação, foi edificada sem se recorrer à prática de importantes peditórios, sorteios, leilões, taxas estipuladas e outras mil expedientes, mas com recurso espontaneamente ofertados”.

Já em 1928, João Netto Caldeira, assinalava em sua obra, As Nossas Riquezas à página 54, a continuidade que se pressupõe tenha sido ininterrupta: “Funciona em São Manuel, em bom edifício próprio, à Av. 13 de Maio, o Centro Espírita Fé e Caridade, que realiza sessões às quintas feiras, sempre com extraordinária concorrência. São seus dirigentes os Srs. Amando Simões, Francisco de Paula Cardoso e José de Meira Leite “.

Nesta ocasião, era a seguinte diretoria coordenadora dos trabalhos daquela casa (eleita em 30/10/1927), conforme livro de ata número 01: