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Aborto
Francisco
Fávero
Muito já
foi falado e escrito sobre o aborto. Será que todas as pessoas tiveram a
oportunidade de obter conhecimento sobre tão sério assunto? Acreditamos que
muitos não desejam ouvir ou ler qualquer matéria a ele relacionada.
O aborto
criminoso existe, sempre existiu mas deixará de existir quando as pessoas
entenderem o verdadeiro significado da vida.
As páginas abaixo transcritas foram extraídas do livro “Aborto À Luz do
Espiritismo” escrito por Eliseu Florentino da Mota Júnior que nos concedeu
autorização para tanto.
Capítulo XIII – Consequências Psíquicas do
Aborto
Dentre as
causas determinantes das anomalias psíquicas, é induvidoso que o remorso assume
especial relevância, porquanto, ao contrário do arrependimento, que é o primeiro
passo para a reabilitação diante de um erro cometido, ele determina o surgimento
do complexo de culpa, levando a pessoa que eventualmente tenha errado a crises
nervosas, chegando mesmo à loucura.
É o que
acontece, em grande número, com as mulheres que se submetem a uma prática
abortiva. Na medida em que o tempo vai passando, elas vão imaginando a idade que
teria o filho que não deixaram nascer, projetado em outra crianças aquela que
poderia ser a sua e que foi vítima do abortamento cometido.
É assim
que, primeiramente surge a depressão, seguida de psicoses graves, não raro a
necessidade até de tratamento em clínicas psiquiátricas ou de intermináveis
sessões psicoterápicas, se a ex-gestante alcançar esses recursos da medicina
psíquica.
Dissemos
que o remorso difere do arrependimento porque, enquanto este último é sadio e
leva a pessoa que se envolveu com abortos à busca da reparação do mal através de
uma adoção ou de trabalho em casas que cuidam de crianças carentes, fazendo uma
espécie de acordo no tribunal da própria consciência, o remorso é patológico na
medida em que induz o autor da conduta abortiva ao perigoso monodeismo, que é
uma porta escancarada para as anomalias psicológicas e psíquicas já referidas.
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