Em artigo de Aureliano Alves Neto publicado na revista “Presença Espírita” de nº 138 – ano 1987, diz ele ter recebido uma carta assinada pelo Dr. Dewetts S. Nóbrega, de Caicó, Rio Grande do Norte, narrando fato interessante sobre o padre Cícero de Juazeiro.

Diz ele que, visitando o monumento erguido em homenagem ao padre, entrou em conversa com uma senhora de 97 anos, cega, antiga empregada do considerado santo.

Essa velha acaboclada, escreveu ele, relatou-me casos interessantes. Perguntada por uma visitante se ela não tinha saudade do seu antigo santo patrão, respondeu:

“Minha filha, o padre quase sempre vem aqui fazer suas pregações, como fazia antigamente quando vivo, e eu escuto e vejo como se não fosse cega. Ele vem remoçado, luminoso, chega voando e sai voando. Deixa todos chorando e embaixo de uma chuva de luz e de flores.

Fala comigo, tira minhas dores de reumatismo e pede que eu tenha paciência, que logo mais vou ser libertada dos sofrimentos. Os padres estrangeiros dizem que estou caduca e maluca com essas conversas”.

Eu puxei pela ceguinha, e ela fez outros relatos:

“Ele agora diz que está trabalhando em toda parte onde pedem socorro. Tem muito auxiliar na devoção de socorrer e ensinar aquilo mesmo que Jesus mandou ele fazer quando aqui em Juazeiro: consolar, dar remédios aos doentes, ensinar e doutrinar almas para o bem”.

Padre Cícero desencarnou em 20 de julho de 1934. Foi um grande benfeitor do povo, por isso é amado por todos e, jamais será esquecido.

Seu primeiro fato mediúnico deu-se quando ainda era jovem: ao ministrar a eucaristia à uma de suas devotas, a hóstia ficou da cor de sangue.