O Carnaval

 

O carnaval passou. Foram quatro dias de festas para alguns; também foram dias de muita tristeza e dor para aqueles que tiveram seus parentes dizimados pelos excessos, sejam de bebidas alcoólicas ou drogas, de abusos de velocidade com seus veículos. Como todos os anos o carnaval passa e deixa um rastro de lágrimas e dor.

O Espírito Emmanuel através da psicografia cristalina de Chico Xavier nos diz:

“Nenhum espírito em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas.

É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhes a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhes as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos da civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos prodigalizando-lhes os bens físicos inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidade que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso à treva nos corações e às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.