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Detratores e Defensores
Natalino D’Olivo
É
aconselhável aos adversários do Espiritismo fazerem um estudo mais profundo
das obras kardequianas,
Quando os
discípulos levavam por toda parte o nome de Jesus e por toda parte proclamavam a
sua excelsitude, os israelitas se enfureciam e tomados de ódio açoitavam nos.
Mas como tudo não constituíam obstáculos às suas proclamações, reuniram-se os
israelitas em conselho e resolveram liquidá-los.
Nessa
ocasião, Gamaliel, que era fariseu, conhecedor profundo das leis mosaicas, tendo
sido mestre de Paulo de Tarso desde sua infância, levantou a voz e disse:
“Israelitas! Atentais bem no que ides fazer a estes homens. Porque antes
destes dias, levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se
agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto e todos quanto lhe
prestavam obediência se dispersaram e deram em nada.
Depois
disso, levantou se Judas, o Galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos
consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos.
Agora vos
digo: Daí de mão a estes homens, deixai-os; porque se este conselho e esta
obra vem dos homens perecerá, mas se é de Deus, não podereis destruí-los, para
que não sejais por ventura achados lutando contra Deus”. (1)
E diz a
Bíblia que concordaram com ele.
Gamaliel,
sem dúvida nenhuma, foi bastante inspirado. Ele como Mestre que era, dirigente
de uma das mais relevantes escolas da época, devia naturalmente ser o primeiro a
se enfurecer e exterminar os discípulos de Jesus.
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