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Hábito
Salutar
Rogério
Coelho
“(...)
Reagirás sempre, conforme cultives o pensamento”. – Joanna de Ângelis (1)
José,
Espírito protetor, fala-nos (2) de um sentimento doce e fraternal que todo homem
deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso: a
indulgência.
Segundo
esse Espírito amigo:
“(...) A
indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles,
divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos
senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma
escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar
a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.
A
indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para
prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto
quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios
censuras;apenas conselhos e, as mais das vezes, velados”.
Quando o
ínclito Mestre Lionês indaga a respeito da licitude de desvendar o mal de
outrem, São Luis responde(3):
“(...) è
muito delicada essa questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para
a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela
prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la.
Se, porém,
podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao
interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e
a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem
muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos
inconvenientes”.
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