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Pode Uma
Pessoa Nos Fazer O Mal Com O Auxílio De Espíritos Malignos ?
Carlos Augusto
Parchen
Sobre essa
questão, é necessário que abordemos alguns aspectos fundamentais:
1) A
Justiça Divina: como não podemos “ver” os espíritos, não nos apercebendo de sua
presença, e se estes (os espíritos) pudessem, a nossa revelia, atuar sobre nós,
estaríamos completamente a mercê destes, sem possibilidade de defesa. A Justiça
Divina não permite isso, e nenhum espírito pode agir sobre nós sem que o
permitamos, consciente ou inconscientemente;
2) As leis
que regem as energias e suas trocas – lei de afinidade: só recebemos e
assimilamos energias com as quais somos compatíveis, por afinidade. Energias
inferiores ao nosso padrão vibratório não são por nós assimiladas, e muitas
vezes, não são nem mesmo percebidas. Tanto isso é verdade que, os espíritos
inferiores, muitas vezes, não percebem a presença de espíritos mais próximos a
si. Nosso perispírito tem mecanismos de rejeição de energias com as quais não
sintonizamos e afinamos.
3)
Espíritos inferiores só conseguem manipular energias grosseiras e inferiores, e
só conseguem atuar por intermédio desse tipo de energia. Pelo explicado no item
anterior, sobre a lei de afinidade e trocas energéticas, não somos atingidos por
energias inferiores ao nosso padrão vibratório.
Colocado
esses itens, podemos entender mais facilmente que um espírito para agir sobre
nós, quer no campo mental, quer no campo físico, necessita que estejamos
afinizados vibratoriamente com este, de modo que possamos absorver e assimilar
seus pensamentos e energias. Caso isso não ocorra, nada pode esse espírito
fazer, senão aguardar que a oportunidade de afinidade e assimilação ocorra.
Kardec,
sabiamente, nos alertava sobre isso, ao colocar a máxima: “vigiai e orai”.
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