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O
Antídoto Para A Solidão
Octávio
Caúmo Serrano
"É bom ser
importante, mas o importante é ser bom"
Um dos
flagelos da humanidade chama-se solidão.
Mas o que é
a solidão? Seria a ausência de companhia, de pessoas à nossa volta? Seria estar
longe das civilizações?
Mais grave
do que estar só é sentir-se só. Duas pessoas que vivem situações parecidas
poderão ter comportamentos diferentes. Enquanto uma é infeliz, a outra
sobrevive, e bem.
Solidão,
mais do que estar só, é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma. É
precisar da multidão à sua volta, por não perceber que pode bastar-se por si
mesma, desde que descubra a riqueza do seu interior. A solidão nasce da
insegurança e da necessidade de sentir-se amada, porque ignora que o grande
truque é amar.
Há quem use
solidão como tempo de inspiração, análise e programação. Não é mais a solidão
popularmente conhecida, porque se transforma em recolhimento ao próprio íntimo,
necessidade que todos temos, sem nos dar conta. Vez que outra, é preciso estar
só. Tentamos nos dar bem com os outros, mas não sabemos viver na harmonia de nós
mesmos.
Quando Amyr
Klink, saindo da África, chegou à Bahia, navegando dias e dias, sozinho em sua
pequena embarcação, perguntaram-lhe se a solidão não teria sido seu maior
obstáculo. A resposta foi que nunca estivera só, porque muitos torciam por ele
e, além disso, fazia o que lhe causava prazer. Quem age dessa forma não dá
espaço para a solidão.
Cabe
analisar quem são as vítimas da solidão. E responderíamos que são os que não
lutam, que nada realizam, não amam, não vivem...!
Quem se
fecha em seus problemas, em suas mágoas, melindra-se facilmente, auto-flagela-se
e inutiliza preciosas oportunidades de realizações importantes. Deus não pode
ocupar-se com os que insistem em ser infelizes. Deixa primeiro que despertem e
valorizem a vida, para depois enviar-lhes a ajuda que possam compreender. |